segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Abrindo o coração


Sempre admirei minhas amigas por me suportarem quando eu era simplesmente insuportável, por me tolerarem quando eu agia de forma intolerável e por relevarem minhas bobagens quando meu nível de idiotice estava ao máximo. Mas, acima de tudo, eu tenho que agradecê-las por me amarem assim, desse jeito que eu sou. Sem minhas meninas eu não seria nada. Eu posso nunca ter dito as palavras que vocês esperavam ouvir, mas não porque eu não me importasse, mas, às vezes, por achar que o silêncio também diz muito.
E eu vinha blindando meu coração há um bom tempo. Mas nesses últimos tempos, eu me abri tanto que deu medo. Medo de quebrar a cara, de me complicar, de perder. Mas o medo já me fez perder oportunidades demais. E a pergunta agora é "Por que não?". A sensação de cumplicidade compensa. A vida está passando muito rápido pra eu ficar só esperando. Estou me convencendo de que não há momentos certos, horas exatas e acontecimentos perfeitos. Viver seguindo as regras e fórmulas do bem viver não asseguram minha felicidade. O jeito é arriscar e pagar pra ver. E o mais reconfortante é saber que eu vou ter vocês pra me ajudar a colar os pedaços se eu me quebrar no fim.
(Meus amigos também são importantes, mas outro dia escrevo sobre eles :D)

"Eu costumava ser o tipo de cara que nunca deixaria você me ver por dentro; Eu sorriria quando estivesse chorando; Eu não tinha nada a não ser uma vida para perder."
Every day~Bon Jovi

"Dessa vez não vou evitar dizer o que está na minha cabeça só porque eu sei que minha mente geminiana vai negar no dia seguinte, não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chata por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou me esconder em personagens, não vou contar minha vida inteira em busca de ter realmente uma vida. Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final. Estou apostando minhas fichas em você e saiba que eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quer acabar." Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sara


E por sete anos você viveu entre nós, mas a hora de retornar ao mundo espriritual chegou. E foi pouco, muito pouco, o tempo que tivemos, mas jamais vou esquecê-la. Sara coração. Por que o coração vai sarar. As lágrimas hão de secar. E que o sorriso volte a ocupar seu devido lugar.
A nossa vida é cheia de encontros. E, como não poderia deixar de ser, de desencontros. Mas tenho fé nos reencontros. A morte é somente uma separação temporária, uma curva na estrada. E é por isso que o caração Sara.
Isso me faz pensar na brevidade de nossas vidas, na finidade do tempo de uma existência nesse planeta. E se meu dia chegar, será que valeu a pena ter estado aqui? O que eu tenho feito e aprendido a cada dia? É muito fácil existir. O verdadeiro desafio é viver. Viver com a mente aberta, saudável, sem culpa. E deixar boas lembranças para os que estiveram conosco. Por que é tudo o que vamos levar.

"Não tema a morte. Ela faz parte do processo evolutivo. Viva de maneira prudente, faça o bem que puder, e quando soar seu momento, vá sem medo. Mas nunca a busque ou a precipite. Tudo tem seu momento na vida e todos temos algo a fazer num tempo programado. Para aqueles que foram antes, guarde a convicção de breve reencontro e ore pela felicidade deles. Eles receberão a mensagem de seu coração." Orson Carrara

domingo, 11 de setembro de 2011

Gula



"Desejo ardente, sofreguidão." Tenho fome, muita fome. Não só de comida, ao contrário do que as pessoas que convivem comigo pensam. Tenho fome de amizade, de sonhos, de planos, de conhecimento e, principalmente, de realizações. Porque as suas melhores intenções não vão valer muita coisa se não se tornarem concretas. De que adianta viver num mundo perfeito dentro da sua cabeça se os seus atos não mostram quem você é ou o que realmente pensa? Não fazer o mal não quer dizer que você está fazendo o bem.
Nunca me importei muito com Filosofia, a arte de pensar. Pra mim era só blá blá blá. Na escola, só decorava para fazer a prova e pronto. Não me pergunte quem era discípulo de quem, que frase célebre Sócrates criou. Não saberia. Ainda não acho que sei. Mas tenho aprendido a me questionar, a buscar além do que se vê. Talvez eu sempre tenha tido essa alma de filósofo aqui dentro, mas nunca tenha notado. E é interessante ver como simplesmente notar algo possa fazer tanta diferença.
E parece que eu venho tentando dar passos maiores do que as pernas, fazer tudo de uma vez, sem querer esperar o futuro chegar. Uma gula incontrolável. Vontade sem fim de ter, ser, poder, vencer enfim.

"Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
(...)
A gente não quer só comer

A gente quer prazer

Pra aliviar a dor"
Comida ~ Titãs

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Coração

Tenho um pouco (só um tiquinho, viu?) de inveja das pessoas que têm um coração cheio. É estranho não ter aquela pessoa especial em quem pensar antes de dormir, que faz seu coração bater mais forte com um olhar, você prender a respiração quando está chegando perto. Nunca achei que isso seria possível. Logo eu, que todo santíssimo dia achava alguém por quem me apaixonar (geralmente, na visão da comunidade feminina em geral, os errados e feinhos). Taí, não sou de achar pessoas feias. Tem sempre algo de bonito em alguém, não julgo beleza. Talvez por isso meu gosto todos discutem (e como!).
Mas até que é bom, sabe... Uma nova fase. Deus faz as coisas certas. Talvez se eu já tivesse achado a pessoa certa, não teria dado certo. É uma sensação estranha essa quando a gente sente que amadurece. As coisas parecem bem mais simples, aquelas dúvidas e medos de quando se é adolescente se mostram tão distantes e pequenos que a memória nem faz tanta questão de te lembrar. Deixa passar. E a gente se conhece melhor, se gosta mais.
Fazendo uma limpeza e preenchendo meu coração com Deus, família, amigos, alunos...Qualquer um que necessitar de um espaço, meu coração agora tem de sobra. Meus atos e afetividade já causaram mal-entendidos, por isso, tive de aprender a demonstrar menos e sentir mais, às vezes. As pessoas podem se assustar se você mostrar o quanto realmente as considera.
Pode chegar.
"Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago." Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

De volta de novo

Há dois dias atrás eu rezei pedindo a Deus que aliviasse meu coração (tava malzona). No outro dia, eu acordei com vontade de acordar. Isso fez toda a diferença. Não foi como das vezes em que eu acordava e não queria fazer nada. Eu estava me sentindo realmente disposta. De lá pra cá eu tenho me sentido mais eu mesma. E é bom estar de volta.
Pensar em como eu era há um tempo atrás (três anos, pra ser mais exata) me deixa meio triste. Eu costumava me doar sem esperar realmente nada em troca. Eu dava bom dia até para as portas, distribuía sorrisos e abraços, apelidava amigos e conhecidos, inventava as piadas mais sem graça do mundo e tinha gente pra rir do lado... enfim, sentia o coração batendo forte todos os dias. Ser besta às vezes é muuito bom, sabe?!
E tenho estado assim novamente faz dois dias. E quero continuar me sentindo assim. Vou rezar todas as noites para ver se dá certo! (Apelona mesmoo). Percebi que dias MARA (eu falava muito isso por causa de "Toma lá dá cá") dependem muito mais de nós mesmos do que das circunstâncias. A maneira como você encara a vida diz tudo, sem ser preciso dizer nada. E quando você se sentir triste, abatida, deprimida, sem vontade para cantar uma bela canção (como dizia um certo professor acolá), lembre-se: você tem a Deus (e a mim bem aqui s2)!
Bom, eu tinha que escrever isso. Ponto para Momentos Felizes! Iê \o/


"Eu acordo e vejo que tudo está bem
Pela primeira vez na minha vida e tudo está tão claro
Me acalmo, olho ao redor e fico tão maravilhada
Penso sobre as pequenas coisas que fazem minha vida tão boa
Não mudaria nada
Essa é a melhor sensação
Essa inocência é magnífica
Espero que ela permaneça
Esse momento é perfeito
Por favor, não vá embora"
Innocence ~ Avril Lavigne
(tradução minha)

Ah, vou compartilhar uma coisa que um palestrante espírita falou e me tocou muito: "Você é bom. O seu problema é que você tem vergonha de ser bom." (Não, ele não falou isso pra mim). Me fez pensar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Divagações

E em meio a um mundo egoísta, capitalista, consumista, e muitos outros -istas, um pequeno ato de gentileza ainda surpreende. Num primeiro momento, não dá para saber se houve segundas intenções ou não, mas o fato é que a desconfiança é desconcertante. Ainda olhamos um pouco torto, cheios de preconceitos e julgando aqueles que se destacam entre os "comuns". Porque temos que ser como os demais. Temos que seguir as regras (têm até receitas para ser feliz), fazer tudo conforme foi preestabelecido pela sociedade. No mais, viver conscientemente.
Mas isso também cansa. Eu achei que estava indo no caminho certo, quando eu me dei conta de que acabei voltando para o ponto de partida. Estaca zero. Recomeçar tudo de novo... Um trabalhão, viu? Dá ate vontade de desistir e não ir mais pra lugar algum. Por que parece que eu não consegui sentir em frente, deixar o passado e não me preocupar tanto com o futuro? É contraditório: dizem para vivermos o presente como se não houvesse amanhã, mas também nos falam para planejarmos bem o futuro e pensar até na aposentadoria. E eu fico presa entre essas linhas de pensamentos sem saber viver plenamente o hoje e desacreditando o futuro.
Algumas pessoas falam dos meus defeitos, que eu deveria ser assim ou assado, fazer isso e aquilo... Bom, eu me consolo pensando que eu não fui sempre assim. Eu era meiga, doce e sensível (espanto geral?!). Mas ao me dar conta da realidade, do mundo como ele é, sonhos foram destruídos e, com eles, um pouco da paixão pela vida. A culpa? Minha. Por me deixar transformar. Por "deixar a vida me levar", sem lutar contra a conrrenteza, sem ter um propósito. Bom, estou um tanto pessimista hoje, acho. Pensar no mundo me deixa assim.


"Muita coisa pra querer, nada pra gostar
Esses dias eu não esqueço
Nem precisa adivinhar como vão as coisas
Nada vai sair do lugar
Não é bom nem é tão mal, nada pra sorrir
Nada vai sair no jornal
A mesma história, o mesmo clichê
Tudo de novo pra quê?"
Ponto de Partida
~Marjorie Estiano

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crise

Se você procurar no dicionário (que minha mãe chamava de 'pai dos burros', mas algum professor, do qual eu não me lembro mais - de novo, obrigada memória, por me deixar na mão -me disse que o dicionário era, na verdade, o 'pai dos inteligentes', pois somente quem era inteligente ia atrás de conhecimento e esclarecimento) há várias definições para a palavra crise. (Que frase enorme, alguém conseguiu terminar de ler e lembrar como começou? Eu não.) Pois bem, eu vou ficar com: "estado de incerteza, vacilação ou declínio".
Creio que todos aqueles que se dedicam a refletir sofrem crises. Várias até. Praticamente todo dia, no meu caso. Perguntas como:
O que diabos eu tô fazendo nesse mundo louco? (Eu não sinto que me encaixo aqui!)
O que eu quero da minha vida? (Bom emprego? Casar? Viajar? Ter filhos?)
Por que eu fiz/não fiz isso? (Porque... ahn...)
Cadê os meus amigos? (Alguns lendo isso, outros talvez nem se lembrem mais de mim...)
Onde se meteu o meu grande amor que não chega logo? (Boa pergunta. Quem souber ganha um beijo, um abraço e um aperto de mão - sem salada mista)
Por que eu não posso ser personagem de anime? (Deixa, vaaai. Siiim? @__@)
Ahhhhhhhh, sinceramente. Pensar enlouquce, sabia? *Lara fala para consciência: Cale-se, cale-se, você me deixa loouca!*
A gente precisa ser forte para os outros, mas também precisa de alguém que seja forte por perto quando nós vacilamos. Alguém para se apoiar, reclamar, chorar no ombro de vez em quando. Para que a gente não entre em declínio, que não se deixe dominar pelo desânimo. Momentos de tristeza são presentes em nossa vida, mas devem ser em menos quantidade do que os momentos de alegria. O que não está acontecendo ultimamente comigo.
Portanto, minha meta para esse novo semestre é ter menos momentos tristes. Não é fácil, mas "se a vida fosse fácil, nós não nasceríamos chorando." É uma dica do que te espera.
Vamos ao Momento Martha Medeiros (MMM, gostou?):

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um onvite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Escrever na Pedra

Já ouviu a história dos dois amigo caminhando pela praia? Bom, eu não vou contar aqui, mas a moral é a seguinte: quando alguém nos magoa devemos escrever na areia, onde os ventos do perdão possam apagar o que aconteceu, mas quando alguém nos faz algo de bom devemos gravar isso na pedra, onde nenhum vento jamais poderá apagár tal feito. Enfim, hoje é aniversário do meu pai, Dia dos Pais está chegando... então vou escrever no meu blog (minha pedra da historinha aí atrás - quem não tem cão, caça com gato!) sobre as coisas boas que meu pai fez por mim. Vou dar um jeito depois de achar os tais ventos do perdão.
Sou muito grata por ele ter cuidado de mim quando eu não podia andar, falar ou me alimentar sozinha (sim, eu já fui assim, um bêbê); por ter me colocado em boas escolas; por torcer pelo meu sucesso profissional (pessoal já são outros quinhentos); por ter pago meu curso de Inglês e não ter me deixado desistir dele, que hoje se mostra tão essencial para mim quanto o ar que respiro; por ter me dado a melhor mãe do mundo e um irmão que aprendi a amar muitão; por ter feito algumas das minhas vontades, como a minha viagem para Toronto, que mudou tantas coisas em mim... e, finalmente, por me amar. Mesmo que seja um amor do jeito dele: meio bruto, distante, ausente... mas não tiro o mérito de ser amor. Como diz minha cara Martha Medeiros (acostumem-se, ela vai ser citada outras vezes): "Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se."
E parece que a gente foi deixando os nossos corações virarem pedra e gravamos neles as coisas ruins. E a gente deixou-se embrutecer, a mágoa fazer morada. Mas, otimista que sou, ainda acredito que dá tempo. Tempo de arrancar a pedra e lançá-la ao mar, que lava as impurezas. Tempo, não para voltarmos a ser o que éramos, mas sermos melhores.
Se toda longa jornada começa com um primeiro passo, eu estou disposta a dar esse pontapé inicial. Não sei se forte o bastante para quebrar a cara quantas vezes forem precisas, mas disposta a tentar.... segundas, terceiras, septugésimas sétimas vezes.
Preciso dizer: Pai, sou muito grata por tudo que fez por mim e te amo. Da minha forma: meio bruta, distante, ausente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O porquê




Antes de tudo, uma explicação sobre a origem desse blog:
Uma vez me surpreendi quando minha mãe me falou que eu era "fogo de palha". Que eu só começava as coisas (cursos, esportes, ideias,...) e não terminava nada, desistia no meio do caminho. Nunca tinha parado para pensar nisso, mas vi que ela tinha certa razão (não 100%, ok? Que fique bem claro que eu consigo sim terminar algumas coisas). Bom, quem sabe eu consiga mudar isso através de um contrato que faço comigo mesma: eu prometo não passar mais de uma semana sem escrever neste blog e vou mantê-lo por pelo menos um ano, a partir de 27/07/2011.
Enfim, só no caso de interessar a alguma alma errante vagando pela web sem algo melhor pra fazer- como eu- que venha a ler isso. Sim, eu tenho um humor peculiar. Sim, eu gosto de fazer piadas sem graça. E sim, eu sei que ninguém perguntou nada.
Para dizer que esse post teve algo de útil, deixo umas poucas palavras de minha recém descoberta autora favorita: Martha Medeiros.

"Até o mais seguro dos homens e a mais confiante das mulheres já passaram por um momento de hesitação, por dúvidas enormes e também dúvidas mirins, que talvez nem merecessem ser chamadas de dúvidas, de tão pequenas. Vácuos, seria melhor dizer. Devo ir a esse jantar mesmo sabendo que a dona da casa não me conhece bem? Será que tiro dinheiro do banco e invisto nessa loucura? Devo mandar um e-mail pedindo desculpas pela minha negligência? Nessa hora, precisamos de um empurrãozinho. E é aos empurradores que dedico esta crônica, a todos aqueles que testemunham os titubeios alheios e dizem: vá em frente!"

Então, é às minhas empurradoras que dedico este blog! Feliz por saber que pelo menos três pessoas irão ler o que eu vou escrever a partir de agora. >_<