E em meio a um mundo egoísta, capitalista, consumista, e muitos outros -istas, um pequeno ato de gentileza ainda surpreende. Num primeiro momento, não dá para saber se houve segundas intenções ou não, mas o fato é que a desconfiança é desconcertante. Ainda olhamos um pouco torto, cheios de preconceitos e julgando aqueles que se destacam entre os "comuns". Porque temos que ser como os demais. Temos que seguir as regras (têm até receitas para ser feliz), fazer tudo conforme foi preestabelecido pela sociedade. No mais, viver conscientemente.
Mas isso também cansa. Eu achei que estava indo no caminho certo, quando eu me dei conta de que acabei voltando para o ponto de partida. Estaca zero. Recomeçar tudo de novo... Um trabalhão, viu? Dá ate vontade de desistir e não ir mais pra lugar algum. Por que parece que eu não consegui sentir em frente, deixar o passado e não me preocupar tanto com o futuro? É contraditório: dizem para vivermos o presente como se não houvesse amanhã, mas também nos falam para planejarmos bem o futuro e pensar até na aposentadoria. E eu fico presa entre essas linhas de pensamentos sem saber viver plenamente o hoje e desacreditando o futuro.
Algumas pessoas falam dos meus defeitos, que eu deveria ser assim ou assado, fazer isso e aquilo... Bom, eu me consolo pensando que eu não fui sempre assim. Eu era meiga, doce e sensível (espanto geral?!). Mas ao me dar conta da realidade, do mundo como ele é, sonhos foram destruídos e, com eles, um pouco da paixão pela vida. A culpa? Minha. Por me deixar transformar. Por "deixar a vida me levar", sem lutar contra a conrrenteza, sem ter um propósito. Bom, estou um tanto pessimista hoje, acho. Pensar no mundo me deixa assim.
"Muita coisa pra querer, nada pra gostar
Esses dias eu não esqueço
Nem precisa adivinhar como vão as coisas
Nada vai sair do lugar
Não é bom nem é tão mal, nada pra sorrir
Nada vai sair no jornal
A mesma história, o mesmo clichê
Tudo de novo pra quê?"
Ponto de Partida
~Marjorie Estiano
Nem precisa adivinhar como vão as coisas
Nada vai sair do lugar
Não é bom nem é tão mal, nada pra sorrir
Nada vai sair no jornal
A mesma história, o mesmo clichê
Tudo de novo pra quê?"
Ponto de Partida
~Marjorie Estiano
Doce e meiga, lembro disso!
ResponderExcluirE não me arrependo de lembrar disso. Mas você ainda é você, e isso me alegra!