segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Coração

Tenho um pouco (só um tiquinho, viu?) de inveja das pessoas que têm um coração cheio. É estranho não ter aquela pessoa especial em quem pensar antes de dormir, que faz seu coração bater mais forte com um olhar, você prender a respiração quando está chegando perto. Nunca achei que isso seria possível. Logo eu, que todo santíssimo dia achava alguém por quem me apaixonar (geralmente, na visão da comunidade feminina em geral, os errados e feinhos). Taí, não sou de achar pessoas feias. Tem sempre algo de bonito em alguém, não julgo beleza. Talvez por isso meu gosto todos discutem (e como!).
Mas até que é bom, sabe... Uma nova fase. Deus faz as coisas certas. Talvez se eu já tivesse achado a pessoa certa, não teria dado certo. É uma sensação estranha essa quando a gente sente que amadurece. As coisas parecem bem mais simples, aquelas dúvidas e medos de quando se é adolescente se mostram tão distantes e pequenos que a memória nem faz tanta questão de te lembrar. Deixa passar. E a gente se conhece melhor, se gosta mais.
Fazendo uma limpeza e preenchendo meu coração com Deus, família, amigos, alunos...Qualquer um que necessitar de um espaço, meu coração agora tem de sobra. Meus atos e afetividade já causaram mal-entendidos, por isso, tive de aprender a demonstrar menos e sentir mais, às vezes. As pessoas podem se assustar se você mostrar o quanto realmente as considera.
Pode chegar.
"Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago." Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

De volta de novo

Há dois dias atrás eu rezei pedindo a Deus que aliviasse meu coração (tava malzona). No outro dia, eu acordei com vontade de acordar. Isso fez toda a diferença. Não foi como das vezes em que eu acordava e não queria fazer nada. Eu estava me sentindo realmente disposta. De lá pra cá eu tenho me sentido mais eu mesma. E é bom estar de volta.
Pensar em como eu era há um tempo atrás (três anos, pra ser mais exata) me deixa meio triste. Eu costumava me doar sem esperar realmente nada em troca. Eu dava bom dia até para as portas, distribuía sorrisos e abraços, apelidava amigos e conhecidos, inventava as piadas mais sem graça do mundo e tinha gente pra rir do lado... enfim, sentia o coração batendo forte todos os dias. Ser besta às vezes é muuito bom, sabe?!
E tenho estado assim novamente faz dois dias. E quero continuar me sentindo assim. Vou rezar todas as noites para ver se dá certo! (Apelona mesmoo). Percebi que dias MARA (eu falava muito isso por causa de "Toma lá dá cá") dependem muito mais de nós mesmos do que das circunstâncias. A maneira como você encara a vida diz tudo, sem ser preciso dizer nada. E quando você se sentir triste, abatida, deprimida, sem vontade para cantar uma bela canção (como dizia um certo professor acolá), lembre-se: você tem a Deus (e a mim bem aqui s2)!
Bom, eu tinha que escrever isso. Ponto para Momentos Felizes! Iê \o/


"Eu acordo e vejo que tudo está bem
Pela primeira vez na minha vida e tudo está tão claro
Me acalmo, olho ao redor e fico tão maravilhada
Penso sobre as pequenas coisas que fazem minha vida tão boa
Não mudaria nada
Essa é a melhor sensação
Essa inocência é magnífica
Espero que ela permaneça
Esse momento é perfeito
Por favor, não vá embora"
Innocence ~ Avril Lavigne
(tradução minha)

Ah, vou compartilhar uma coisa que um palestrante espírita falou e me tocou muito: "Você é bom. O seu problema é que você tem vergonha de ser bom." (Não, ele não falou isso pra mim). Me fez pensar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Divagações

E em meio a um mundo egoísta, capitalista, consumista, e muitos outros -istas, um pequeno ato de gentileza ainda surpreende. Num primeiro momento, não dá para saber se houve segundas intenções ou não, mas o fato é que a desconfiança é desconcertante. Ainda olhamos um pouco torto, cheios de preconceitos e julgando aqueles que se destacam entre os "comuns". Porque temos que ser como os demais. Temos que seguir as regras (têm até receitas para ser feliz), fazer tudo conforme foi preestabelecido pela sociedade. No mais, viver conscientemente.
Mas isso também cansa. Eu achei que estava indo no caminho certo, quando eu me dei conta de que acabei voltando para o ponto de partida. Estaca zero. Recomeçar tudo de novo... Um trabalhão, viu? Dá ate vontade de desistir e não ir mais pra lugar algum. Por que parece que eu não consegui sentir em frente, deixar o passado e não me preocupar tanto com o futuro? É contraditório: dizem para vivermos o presente como se não houvesse amanhã, mas também nos falam para planejarmos bem o futuro e pensar até na aposentadoria. E eu fico presa entre essas linhas de pensamentos sem saber viver plenamente o hoje e desacreditando o futuro.
Algumas pessoas falam dos meus defeitos, que eu deveria ser assim ou assado, fazer isso e aquilo... Bom, eu me consolo pensando que eu não fui sempre assim. Eu era meiga, doce e sensível (espanto geral?!). Mas ao me dar conta da realidade, do mundo como ele é, sonhos foram destruídos e, com eles, um pouco da paixão pela vida. A culpa? Minha. Por me deixar transformar. Por "deixar a vida me levar", sem lutar contra a conrrenteza, sem ter um propósito. Bom, estou um tanto pessimista hoje, acho. Pensar no mundo me deixa assim.


"Muita coisa pra querer, nada pra gostar
Esses dias eu não esqueço
Nem precisa adivinhar como vão as coisas
Nada vai sair do lugar
Não é bom nem é tão mal, nada pra sorrir
Nada vai sair no jornal
A mesma história, o mesmo clichê
Tudo de novo pra quê?"
Ponto de Partida
~Marjorie Estiano

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crise

Se você procurar no dicionário (que minha mãe chamava de 'pai dos burros', mas algum professor, do qual eu não me lembro mais - de novo, obrigada memória, por me deixar na mão -me disse que o dicionário era, na verdade, o 'pai dos inteligentes', pois somente quem era inteligente ia atrás de conhecimento e esclarecimento) há várias definições para a palavra crise. (Que frase enorme, alguém conseguiu terminar de ler e lembrar como começou? Eu não.) Pois bem, eu vou ficar com: "estado de incerteza, vacilação ou declínio".
Creio que todos aqueles que se dedicam a refletir sofrem crises. Várias até. Praticamente todo dia, no meu caso. Perguntas como:
O que diabos eu tô fazendo nesse mundo louco? (Eu não sinto que me encaixo aqui!)
O que eu quero da minha vida? (Bom emprego? Casar? Viajar? Ter filhos?)
Por que eu fiz/não fiz isso? (Porque... ahn...)
Cadê os meus amigos? (Alguns lendo isso, outros talvez nem se lembrem mais de mim...)
Onde se meteu o meu grande amor que não chega logo? (Boa pergunta. Quem souber ganha um beijo, um abraço e um aperto de mão - sem salada mista)
Por que eu não posso ser personagem de anime? (Deixa, vaaai. Siiim? @__@)
Ahhhhhhhh, sinceramente. Pensar enlouquce, sabia? *Lara fala para consciência: Cale-se, cale-se, você me deixa loouca!*
A gente precisa ser forte para os outros, mas também precisa de alguém que seja forte por perto quando nós vacilamos. Alguém para se apoiar, reclamar, chorar no ombro de vez em quando. Para que a gente não entre em declínio, que não se deixe dominar pelo desânimo. Momentos de tristeza são presentes em nossa vida, mas devem ser em menos quantidade do que os momentos de alegria. O que não está acontecendo ultimamente comigo.
Portanto, minha meta para esse novo semestre é ter menos momentos tristes. Não é fácil, mas "se a vida fosse fácil, nós não nasceríamos chorando." É uma dica do que te espera.
Vamos ao Momento Martha Medeiros (MMM, gostou?):

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um onvite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes."